terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Licenciatura em Engenharia Civil - 2007 a 2011

Após dar por terminado todos os cursos anteriores, em 2007 surgiu a oportunidade de ingressar na licenciatura em engenharia civil no Instituto Superior de Engenharia do Porto, através de um contingente reduzido dirigido aos alunos que frequentaram o Curso CET - Condução de Obras, tendo preenchido a última vaga existente nesse grupo reduzido.

Durante cerca de três anos acumulei o emprego das 9h até às 17h30 com as aulas das 18h até às 23h30, aproveitando os fins de semana para estudar, já que durante a semana o tempo era curto...
Foi sem dúvida um desafio superado, pois ao fim de três anos tinha praticamente o curso concluído, tendo apenas ficado uma cadeira por fazer, terminada logo no semestre seguinte. Durante estes três anos, foi fundamental o espírito de entre-ajuda e companheirismo entre o nosso grupo de trabalho, pois só assim conseguimos conjugar a nossa vida profissional com a vida académica e arranjar ainda algum tempo para a nossa vida pessoal, mas sem dúvida que este passo foi uma mais valia a nível de conhecimentos que futuramente terá os seus resultados. Apesar de todos os sacrifícios acabei o curso com média final de 12 valores, o que tendo em conta que era trabalhador estudante e que praticamente consegui terminar o curso nos três anos que este tem, não acho que tenha sido um mau resultado.

O trabalho final de projecto foi elaborado na área do comportamento térmico das habitações, uma área pela qual nutro um interesse particular, pois está directamente relacionado com o conforto das construções. O nosso projecto tinha como função principal elaborar o estudo térmico de uma habitação, tendo como base o regulamento em vigor, e demonstrar o nível de certificação energética que uma habitação poderia obter tendo em conta pequenas alterações, como o facto de se colocar uma caldeira de biomassa para aquecimento da habitação e das águas sanitárias, ou então um recuperador de calor para aquecimento da habitação. Com este trabalho podemos concluir que o regulamento actual privilegia muito mais os equipamentos instalados na construção do que a qualidade e tipo de materiais aplicados, o que não faz qualquer sentido para uma construção sustentável. Neste trabalho obtive nota final de 15 valores.

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