quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Projecto de remodelação de loja de flores - Gaiashopping - 2007

Este projecto foi-me solicitado por um familiar com vários objectivos, inicialmente a intenção era a de construir uma mezzanine na parte superior da loja, aproveitando o pé-direito existente de 5,70m, pelo que tendo em conta o tempo de existência do estabelecimento, além do facto de que para se proceder à construção da mezzanine, uma grande parte da estrutura do tecto falso teria de ser alterado, aproveitou-se a altura para remodelar o interior da loja, fazendo uso de um mobiliário em inox e vidro fosco proveniente de outro estabelecimento.

Uma das particularidades mais interessantes da obra era o facto desse piso elevado não ter quaisquer apoios ao chão, fez-se uso de duas vigas em betão existentes para "pendurar" a estrutura metálica, mantendo assim o aspecto rústico do estabelecimento sem que os apoios do novo piso interferissem com o visual.

 Foram feitos diversos estudos, vários pormenores construtivos até chegar à solução final, que resultou numa boa área de armazém e trabalho que se aproveitou num estabelecimento com uma área relativamente pequena. Nesta remodelação teve-se sempre em consideração a contenção de custos, no entanto a solução final foi bastante interessante e veio de encontro ao que o proprietário da loja pretendia.

Projecto para loja de flores - El Corte Inglês - 2006

Este projecto, para a implantação de um negócio familiar de venda de flores e plantas no El Corte Inglês de Gaia, foi executado no início do ano de 2006, foi pensado para garantir um bom espaço de montra de flores frescas e plantas, contando com um balcão para trabalho dos funcionários e para a colocação de um equipamento de facturação.
O mobiliário foi executado em Aço Inox escovado com a parte superior em vidro fosco.

Implantação:

Pormenores de mobiliário:
  Imagens 3D:


Imagens do estabelecimento:



Projecto de reconversão de moradia uni-familiar em Vila do Conde - 2005

Em meados de 2005, foi-me solicitado um estudo para a remodelação de um rés-do-chão de uma moradia unifamilar de dois pisos, que se encontrava amplo, para albergar uma segunda família. Após recolher alguns elementos no terreno, e tendo como base os requisitos dos donos de obra, elaborei um esboço que foi sendo aperfeiçoado até chegar ao projecto final,  com o qual os proprietários da fracção ficaram bastante satisfeitos e passaram à execução em obra.
Tendo em conta o pé direito extremamente reduzido que a habitação possuía, surgiu a ideia de rebaixar a zona da sala comum em cerca de 0,40m, para aumentar a habitabilidade do espaço, resultando num maior conforto dos ocupantes. Já nas zonas de descanso, esse desnível do pavimento em relação à cota de soleira foi apenas de 0,10m, pois aí os requisitos de altura eram menos problemáticos. Tendo em conta as condicionantes existentes, nomeadamente as fachadas existentes que não podiam ser alteradas, altura das soleiras das janelas, pilares existentes e pé-direito com pouca possibilidade de aumentar, penso que se chegou a uma solução harmoniosa e funcional que era o que se pretendia.

Planta final da habitação:

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Formação Modular Certificada em Desenho e projecto de construção Civil - 2010 a 2011

No momento em que estava a finalizar o curso de formação de formadores, tive conhecimento que o Ciccopn (entidade formadora bastante conceituada na área da construção civil) iria abrir um curso de desenho assistido por computador Autocad, e uma vez que a certificação obtida pela minha formação em 2005 não era reconhecida pela Autodesk, decidi fazer então o primeiro módulo desta formação, pois permitia-me recordar alguns conceitos que se vão alterando com as novas versões do programa, e obter também a certificação da Autodesk para esta área, podendo desta forma dar formação numa área que para mim tem um interesse particular, pois considero ser uma lacuna no curso de engenharia civil o facto de não ter uma componente de Autocad, programa fundamental para um engenheiro civil ou outro técnico de construção civil mais ou menos especializado.

Nesta formação obtive a certificação da Autodesk e uma nota final de 19 valores.

Alguns trabalhos executados ao longo da formação:

 




Planta executada no exame final:
 
Peças mecânicas:






 Peça executada em exame:

Formação Pedagógica Inicial de formadores - 2010

Pelo facto de ter ficado apenas com uma cadeira do curso de engenharia para terminar, em finais de 2010 inscrevi-me num curso de formação pedagógica inicial de formadores, isto para tentar aproveitar uma lacuna que existe no mercado de trabalho no que diz respeito a formadores licenciados em engenharia civil, que tenham qualificação para poder leccionar nesta área.
Pelo facto de não ter horário totalmente disponível, decidi escolher um curso em regime B-Learning, ou seja, apenas uma parte fundamental do curso seria com aulas presenciais, enquanto que a outra parte seria com formação à distância. Sem dúvida que este curso foi uma mais valia, pois aperfeiçoei as minhas técnicas de iteração para um grupo de pessoas, melhorei a minha capacidade de explicação e ganhei um à vontade para comunicar em publico que é essencial para trabalhar em grupo.

Nesta formação tive uma classificação final de Muito Bom (90 a 100%) e permitiu-me obter o certificado de aptidão profissional como formador.

Licenciatura em Engenharia Civil - 2007 a 2011

Após dar por terminado todos os cursos anteriores, em 2007 surgiu a oportunidade de ingressar na licenciatura em engenharia civil no Instituto Superior de Engenharia do Porto, através de um contingente reduzido dirigido aos alunos que frequentaram o Curso CET - Condução de Obras, tendo preenchido a última vaga existente nesse grupo reduzido.

Durante cerca de três anos acumulei o emprego das 9h até às 17h30 com as aulas das 18h até às 23h30, aproveitando os fins de semana para estudar, já que durante a semana o tempo era curto...
Foi sem dúvida um desafio superado, pois ao fim de três anos tinha praticamente o curso concluído, tendo apenas ficado uma cadeira por fazer, terminada logo no semestre seguinte. Durante estes três anos, foi fundamental o espírito de entre-ajuda e companheirismo entre o nosso grupo de trabalho, pois só assim conseguimos conjugar a nossa vida profissional com a vida académica e arranjar ainda algum tempo para a nossa vida pessoal, mas sem dúvida que este passo foi uma mais valia a nível de conhecimentos que futuramente terá os seus resultados. Apesar de todos os sacrifícios acabei o curso com média final de 12 valores, o que tendo em conta que era trabalhador estudante e que praticamente consegui terminar o curso nos três anos que este tem, não acho que tenha sido um mau resultado.

O trabalho final de projecto foi elaborado na área do comportamento térmico das habitações, uma área pela qual nutro um interesse particular, pois está directamente relacionado com o conforto das construções. O nosso projecto tinha como função principal elaborar o estudo térmico de uma habitação, tendo como base o regulamento em vigor, e demonstrar o nível de certificação energética que uma habitação poderia obter tendo em conta pequenas alterações, como o facto de se colocar uma caldeira de biomassa para aquecimento da habitação e das águas sanitárias, ou então um recuperador de calor para aquecimento da habitação. Com este trabalho podemos concluir que o regulamento actual privilegia muito mais os equipamentos instalados na construção do que a qualidade e tipo de materiais aplicados, o que não faz qualquer sentido para uma construção sustentável. Neste trabalho obtive nota final de 15 valores.

Formação em Autocad 2000/2 Bidimensional e Tridimensional - 2005

Uma vez que já possuía formação técnica de três anos de desenho técnico e geometria descritiva, além de alguma experiência em Autocad, fruto da experiência profissional que tive de alguns meses num gabinete de projectos, em 2005 inscrevi-me numa formação financiada de Autocad na empresa Intelcom em Valongo, um curso com a duração de duzentas horas, bastante completo, com um formador bastante conhecedor do programa em causa, onde pude aperfeiçoar algumas técnicas de trabalho relacionadas com este programa, e aprender as técnicas de desenho em 3D, que viriam a revelar-se bastante importantes para a progressão na carreira profissional.

Imagens do render final em 3D:



Este projecto foi executado tendo como base uma planta de um apartamento, fornecida pelo colega de grupo, pelo que obviamente existirão pormenores um pouco fora do contexto, no entanto era valorizada a aplicação de materiais e a criação de uma envolvente para a construção, e não a planta em si. Neste curso obtive uma avaliação entre 80 e 90%.

Curso de Especialização Tecnológica - Condução de Obras - 2002/2003

Este curso decorreu ao longo de um ano lectivo, com posterior estágio em contexto de trabalho ao longo de 560h. Continha uma componente Sócio-Cultural com duração de 222 horas e uma componente Científico-Tecnológica de 703 horas. Em relação ao conteúdo programático, este abrangia praticamente todas as áreas ligadas à engenharia civil, legislação, higiene, segurança e saúde no trabalho, protecção do ambiente, estruturas e infra-estruturas técnicas, processos e técnicas especiais de construção, projecto, planeamento e controlo de qualidade e gestão e direcção técnica de obras, o que aliado aos docentes com uma vasta experiência na área, foi sem dúvida uma mais-valia para mim, tendo terminado a referida formação com média de 16 valores.
Após terminar este curso, tinha já o grau de Agente Técnico de Arquitectura e Engenharia, era o momento de arranjar emprego a fazer o que gostava.

Ensino Secundário - Curso Tecnológico de Construção Civil 1999-2002

Tudo começou em 1999, quando decidi mudar do agrupamento de carácter geral, onde me encontrava no 11º Ano e voltei ao 10º Ano, mudando para o curso tecnológico de construção civil. Esta escolha foi algo consciente, uma vez que a construção sempre me fascinou (em criança as construções de Legos eram o meu passatempo preferido, divertindo-me durante horas a construir edifícios, pontes, viaturas e afins;).

O curso tecnológico tinha uma excelente componente teórico-prática, deu-me elevados conhecimentos de materiais de construção, técnicas construtivas, uma excelente percepção para leitura de projectos e ainda bons conhecimentos de desenho técnico, que mais tarde viria a aperfeiçoar já no desenho assistido por computador.

Existia também uma forte componente prática, onde tínhamos acesso aos materiais, aos equipamentos e eram-nos propostos exercícios práticos (moldagem de cofragens,  execução de armaduras de pilares, execução de técnicas de pintura, execução de panos de parede com e sem isolamento, entre outros).

Este curso era sem dúvida uma mais-valia para quem pretendia seguir engenharia civil, no entanto dotava os formandos de conhecimentos técnicos para puderem ingressar no mercado de trabalho, se fosse esse o seu intuito. No meu caso, mal terminei a componente técnica, ainda com duas disciplinas teóricas para fazer, decidi que estes conhecimentos não eram suficientes, e aproveitando a abertura de um curso pós-secundário reconhecido pela CEE como nível IV, decidi aproveitar até porque era o primeiro ano que este curso iria funcionar, e melhor do que isso, através de um protocolo com o Instituto Superior de Engenharia do Porto esse curso viria a ser ministrado na Escola Secundária António Sérgio em Gaia, antiga escola profissional de Gaia, onde estava prestes a terminar o curso secundário.

Médias finais do curso:
Português - 13 Valores
Francês - 14 Valores
Área Interdisciplinar - 13 Valores
Física e Química - 12 Valores
Tecnologias da Construção - 14 Valores
Desenho de Construção - 14 Valores
Organização e planeamento de obras - 14 Valores